1. INTRODUÇÃO

Fazer cada vez mais e melhor com menos tem sido uma obsessão das organizações em função da concorrência acirrada e da exigência do consumidor. Nesse contexto, torna-se fundamental que o trinômio, pessoas, estratégias e processos estejam afinados, para que a percepção de valor agregado do cliente seja aumentada.

Vários exemplos surgiram durante os últimos anos, mostrando que nenhuma organização é grande ou pequena o suficiente, para que o mercado não as torne uma empresa extinta.

Das dez maiores transportadoras em 1975, oito delas já não existem mais e apenas uma delas ainda continua posicionada entre as dez maiores.

Será que a sua empresa está preparada para competir e sobreviver neste mercado? O seu sistema de gestão está alinhado com os cenários futuros?

O Selo Ouro de Excelência em Logística tem a pretensão de mostrar que tem uma função muito mais importante que os Manuais da Qualidade, agregando valor ao conhecimento do sistema. Queremos que as empresas participantes analisem criticamente todo o sistema durante a elaboração do relatório e que o resultado disto seja a substituição de seus "Manuais da Qualidade, Meio Ambiente e de Saúde e Segurança Ocupacional" pelos relatórios de gestão.

Queremos que as organizações se beneficiem dos dados de benchmarking, melhoria do sistema de gestão em função do relatório dos avaliadores, além é claro da exposição da imagem e marca das empresas certificadas.

Permita que a TigerLog, através do Selo Ouro de Excelência em Logística, auxilie a sua organização a responder a essas perguntas.

2. A QUEM SE DESTINA

O Selo Ouro de Excelência em Logística destina-se a todos os provedores de serviços logísticos, tais como Operadores Logísticos, Transportadoras de diferentes modais, EADIS, Despachantes Aduaneiros, empresas de movimentação e fornecedores de outros tipos de serviços logísticos.

3. BENEFÍCIOS AOS PARTICIPANTES

3.1 Sistema de Gestão da Empresa - Resultados Organizacionais

A simples participação "obriga" a organização, a analisar criticamente todos os processos e verificar se estes estão com seus vetores alinhados aos objetivos estratégicos e a estratégia organizacional permitindo:

  • Aumentar a probabilidade de atingir os resultados organizacionais, pois facilita a identificação de falhas dentro dos processos da organização que poderiam ou poderão comprometer os resultados;
  • Compor um relatório de gestão analítico que pode ser usado para várias finalidades, dentre elas: apresentar o desempenho aos acionistas, preparar-se para certificações ISO 9001:2000 e outras normas e requisitos de forma mais objetiva e completa;
  • Medir a eficácia e eficiência do sistema de gestão e o seu comportamento ao longo do tempo;
  • O programa é de importância substancial para a permanente melhoria dos produtos e serviços, maior rapidez na tomada de decisões, redução dos custos e melhoria da qualidade de vida no trabalho.

O processo de certificação é um misto de auditoria e consultoria.

3.2 Benchmarking - Comparação com as Melhores Práticas

A participação possibilita às empresas fazer benchmarking com as melhores práticas nacionais e internacionais.

3.3 Excelência como elemento da cultura organizacional

Um dos principais benefícios do programa é o fortalecimento da cultura organizacional voltada à excelência, com ênfase na integração, aperfeiçoamento da gestão e capacitação contínua dos colaboradores.

3.4 Alinhamento com as normas ISO

Em busca da excelência, a empresa consolida os esforços anteriores que resultaram na certificação ISO 9001.

A necessidade de muito comprometimento das lideranças e do corpo funcional na busca pela excelência resultará no fortalecimento da cultura da qualidade.

O programa democratiza informações e integra as várias áreas, concentrando um esforço único para a melhoria da qualidade em toda a organização.

4. PROCESSO DE AVALIAÇÃO

O processo de avaliação é realizado em três etapas.

Na primeira a empresa faz uma Auto Avaliação utilizando o check-list fornecido pela TigerLog. Esse processo deve envolver os responsáveis por cada uma das áreas avaliadas.

Na segunda etapa, através de visita às instalações da empresa e entrevistas junto aos funcionários, é feita uma Auditoria por avaliadores experientes. Após a visita, o avaliador emitirá um relatório, contendo as suas conclusões e as pontuações finais obtidas pela empresa.

Na terceira e última etapa é realizado o confronto entre a auto avaliação e a avaliação realizada pela TigerLog. Predominará o bom senso e o entendimento entre as partes para a apuração da avaliação final.

5. SELO OURO DE EXCELÊNCIA EM LOGÍSTICA

É um programa de excelência e não de qualidade. É bastante abrangente e não se limita à certificação da qualidade. Com esse programa espera-se preparar as empresas para um ambiente mais competitivo e globalizado.

O Programa de Excelência é composto de 12 diferentes itens:

  1. Gestão do Capital Humano
  2. Infra-estrutura e Gestão Operacional
  3. Gestão Comercial
  4. Gestão da Imagem e da Marca
  5. Gestão Financeira
  6. Organização e Métodos
  7. Sistemas de Informação
  8. Visão Estratégica
  9. Saúde, Segurança e Meio Ambiente
  10. Inteligência Logística
  11. Parceiras e Alianças Estratégicas
  12. Gestão da Qualidade Total

5.1 Gestão do Capital Humano

Não é novidade dizer que o talento das pessoas que trabalham na organização é a vantagem competitiva definitiva. O conhecimento coletivo - sobre o negócio, a concorrência, os clientes, a tecnologia e assim por diante - está se tornando a última fronteira da excelência empresarial.

Sempre que se fala sobre 'capital intelectual', 'inteligência competitiva' ou 'gestão do conhecimento', acaba-se discutindo o papel dos recursos humanos - cada vez mais ser humano do que apenas 'recursos' humanos - nas organizações.

Nesse novo momento, as empresas adotam uma visão humanista que valoriza, observa e prestigia ambientes de qualidade, boas relações e o bem-estar coletivo. Trata-se da era da valorização e do reconhecimento do potencial humano, a era dos que pensam, dos que sentem; do momento de perceber que as pessoas são dotadas de inteligência e potenciais que afloram ou que muitas vezes necessitam ser incentivados para aflorar ou até mesmo serem resgatados; a era de se compreender que pessoas possuem necessidades, expectativas, ideais profissionais e pessoais e que precisam e devem ser cuidadas e atendidas.

A mentalidade advinda desta nova Era vem trazendo, também, relevante mudança que podemos perceber até mesmo na forma como as pessoas são reconhecidas em algumas organizações: colaboradores. Esta forma de reconhecimento deve objetivar, não uma troca de nome, de título ou até mesmo uma massagem no ego, mas sim o destaque cada dia maior da importância da colaboração de cada indivíduo para a melhoria da qualidade, na construção de organizações com bases de crenças e valores sólidos, em um ambiente participativo, motivador, onde o ser humano seja o verdadeiro centro, onde realmente se encontre e encontre espaço para suas realizações.

As empresas que vêm adotando tal estilo de gestão na verdade estão buscando o "acreditar no ser humano", em seu potencial, o que trará o devido sucesso e a excelência esperada.

Através da adoção de práticas que valorizam seus colaboradores e cuidam para sedimentar as mudanças que estão ocorrendo no campo das relações humanas, muitas empresas estão apostando nesta nova realidade de gestão como sendo o verdadeiro diferencial competitivo.

Somente com essas mudanças é possível fazer mais, melhor e de forma diferente.

Este item trata das políticas, procedimentos e valores aplicados na gestão dos recursos humanos da empresa.

Abrange:

  • planejamento estratégico de recursos humanos.
  • políticas e estrutura da função recursos humanos.
  • atendimento da legislação trabalhista (CLT).
  • valores éticos, morais e princípios da empresa.
  • investimentos, tipo e carga horária de treinamento.
  • programas de identificação, atração, desenvolvimento e retenção de talentos.
  • programas de estágio / trainees
  • política salarial e benefícios.
  • desenvolvimento carreira / recrutamento interno.
  • práticas de terceirização / gestão de terceiros.
  • motivação no ambiente de trabalho.
  • relacionamento interpessoal.
  • ferramentas para comunicação interna.
  • exercício do empreendorismo.
  • liderança.
  • resistência a mudanças e quebra de paradigmas.
  • avaliação de desempenho.
  • relacionamento com a comunidade / voluntariado / filantropismo.
  • qualidade de vida no trabalho.
  • indicadores de gestão de pessoal como % de turn-over, absenteísmo, pendências judiciais, horas extras, etc.
  • gestão do passivo trabalhista.
  • relacionamento com entidades sindicais.

5.2 Infra-estrutura e Gestão Operacional

Dispor de infra-estrutura operacional adequada e alinhada com a estratégia da empresa é importante para a execução da operação logística do cliente.

A gestão eficiente dos ativos permite atender às necessidades dos Clientes com patamares de custo competitivos.

Envolve:

  • infra-estrutura existente para movimentação e armazenagem de materiais e para suporte das atividades de transporte e distribuição.
  • características físicas dos ativos operacionais tais como altura do pé direito, sistema de ventilação, tipo de cobertura, ventilação, iluminação, piso, docas, pátio, vias de acesso e circulação interna, etc.
  • tipo e perfil da frota de transporte / distribuição.
  • condições físicas das instalações.
  • layout operacional.
  • localização.
  • capilaridade da rede de transporte.
  • alcance da cobertura.
  • capacidade de flexibilização operacional.
  • restrições operacionais / gargalos.
  • possibilidade de ampliação.
  • programas de manutenção.
  • nível de utilização da capacidade operacional.
  • organização.
  • nível de automatização.
  • integração entre modais.
  • estrutura própria x estrutura de terceiros.
  • gestão de prestadores de serviços em transportes.
  • gestão de fornecedores.
  • gestão dos estoques de terceiros em poder da empresa.
  • adequação à legislação.
  • utilização da terceirização como forma de aprimorar a qualidade dos serviços e reduzir custos.

O item segurança patrimonial será analisado em Saúde, Segurança e Meio Ambiente (item 4.10).

5.3 Gestão Comercial

O cliente é o foco principal de qualquer organização.

A cada dia que passa, o cliente fica mais exigente e a concorrência mais acirrada. Muitos produtos viraram commodities - compra-se até sem sair de casa. Superar as expectativas do cliente tornou-se o grande diferencial na hora da decisão de compra.

A disseminação dos conceitos de Qualidade Total e dos direitos do Código de Defesa do Consumidor, a estabilidade econômica e a facilidade do acesso à informação, tornaram a qualidade de atendimento ao cliente um dos fatores primordiais para a sobrevivência das empresas.

A sobrevivência e o sucesso de uma organização estão diretamente relacionados a sua capacidade de atender as necessidades de seus clientes. Sendo assim, o ponto de partida na busca da excelência do desempenho da organização é o conhecimento das necessidades atuais e futuras dos clientes.

A organização possui foco no cliente quando essas necessidades estão claras para todas as pessoas. Iniciativas visando desenvolver e oferecer produtos diferenciados podem ser utilizadas para a criação de novos segmentos e até mesmo surpreender os mercados existentes. As estratégias, planos de ação e processos orientam-se em função da promoção da satisfação e da conquista da fidelidade dos clientes.

O foco no mercado mantém a organização atenta às mudanças no ambiente externo, principalmente no que diz respeito aos concorrentes e a movimentação dos clientes em relação a novas demandas e necessidades. Estas preocupações são fundamentais para o aumento da competitividade da organização.

Este item abrange os seguintes pontos:

  • infra-estrutura existente na área Comercial.
  • perfil dos profissionais da área Comercial.
  • portfólio de serviços.
  • formas de atendimento e relacionamento.
  • venda e pós-venda.
  • retenção de clientes atuais / novos clientes.
  • campanhas comerciais.
  • canais de comunicação.
  • marketing / merchandising.
  • formalidade x oralidade.
  • flexibilidade.
  • empatia.
  • fidelização do Cliente.
  • foco no cliente x foco do cliente.
  • critérios e formas de negociação.
  • pesquisa de satisfação.
  • gestão da reclamação.
  • banco de dados, históricos, indicadores e metas.
  • gestão de contratos.

5.4 Gestão da Imagem e da Marca

A partir do final dos anos 80, buscar a liderança pela marca passou a ser importante na luta por uma posição no mercado. Aquilo que parecia mais um modismo gerencial que só duraria alguns anos se revelou como a grande estratégia para as organizações. Um setor após o outro passou a descobrir que a consciência de marca, a qualidade percebida, a fidelidade do cliente, as fortes associações e a personalidade de marca são necessárias para competir no mercado.

No Brasil, poucas empresas desenvolvem um programa de Gestão da Marca e ainda a maioria dos empresários acredita que realizar esse processo só é possível para grandes empresas e multinacionais, quando na verdade as pequenas empresas podem crescer e consolidar a sua marca, tendo por base um projeto para gestão da marca adequado à sua realidade financeira e às características do negócio e do público alvo.

Diversos fatores impulsionam as organizações para esse caminho. A concorrência forte, a competição viciosa pelo preço, além da proliferação de produtos e empresas similares são apenas alguns dos argumentos que fazem da construção da marca um imperativo.

Esse item trata do cuidado da empresa com a sua imagem e marca.

Envolve:

  • branding, a gestão e administração da marca.
  • a identidade visual da marca, logotipos, símbolos, embalagens, folheteria, sinalização interna e externa.
  • análise mercadológica dos principais compostos de marketing.
  • ações mercadológicas realizadas pela empresa para o fortalecimento da marca junto ao público alvo.
  • a exposição positiva e negativa na mídia.
  • estratégias de comunicação.
  • Web marketing, que envolve o design, administração e manutenção do web site da empresa, qualidade das informações, registro do domínio (suaempresa.com.br), hospedagem do site, navegabilidade, acessibilidade, etc.

5.5 Gestão Financeira

Por mais eficiente que seja uma empresa, dificilmente ela terá chances de crescer e tornar-se competitiva se não se preocupar com um aspecto fundamental: a gestão financeira. Em um mercado em que a concorrência é cada vez mais acirrada, manter um controle financeiro rigoroso pode fazer toda a diferença. Uma gestão financeira adequada reforça a habilidade do empresário em fazer negócios, permitindo que o dinheiro gerado seja melhor utilizado.

Atualmente, são muito poucos os negócios que permitem largas margens de lucro. Na maioria das vezes, é preciso ter os custos rigorosamente sob controle para sustentar preços competitivos, daí a importância de uma gestão financeira eficiente.

Um sistema eficiente de gestão financeira permite à empresa ter sempre à mão informações estratégicas e manter sob controle sua real situação financeira, evitando ser surpreendida pelos altos e baixos do mercado. Assim, é possível traçar seu planejamento, construir metas e prioridades, sempre a partir de informações financeiras confiáveis.

No Programa de Excelência em Logística, este item envolve:

  • origem e aplicação dos recursos.
  • administração do capital de giro.
  • gestão do fluxo de caixa.
  • orçamento empresarial.
  • matemática financeira e análise de investimentos.
  • remuneração do capital investido / lucratividade / EVA.
  • nível de endividamento da empresa.
  • análise de custos / formação de preços.
  • planejamento e contabilidade fiscal.
  • sistemas de informações e controles gerenciais.
  • acuracidade da informação financeira .
  • controladoria / auditoria.

5.6 Organização e Métodos

As palavras "organização e métodos" foram utilizadas durante muitos anos como sinônimo de desenvolvimento de sistemas administrativos, sistemas de controles de formulários, normatização das tarefas da empresa, confecção e controle de manuais de políticas, procedimentos e organização.

Tudo era realizado por um "setor" da empresa denominado - Departamento de Organização e Métodos.

Um conjunto de fatores - globalização, crescimento das alternativas tecnológicas, mudança do perfil do mercado, maiores exigências dos clientes - fizeram com que as empresas aprimorassem seus modelos de gestão.

A função de gestão "Organização e Métodos" também acompanhou essa evolução. A atividade deixa de ser realizada por um departamento específico e passa a ser realizada por todos os colaboradores da empresa. Foca muito mais a organização e a racionalização do trabalho e o processo de tomada de decisão. Busca analisar, revisar e otimizar os processos e métodos de trabalho, com a intenção de elevar a produtividade e a qualidade, assim como de reduzir custos.

Envolve:

  • meios de levantamento de dados.
  • análises da distribuição do trabalho, do processo de funcionamento e de formulários.
  • análise e elaboração de manuais.
  • estudo da distribuição do espaço físico.
  • estrutura organizacional.
  • sistemas de informação
  • tempos e movimentos.
  • consultoria interna e externa.
  • contratos.
  • interface com Depto de Qualidade e outros Departamentos.
  • benefícios alcançados, internamente e para o Cliente.

5.7 Tecnologia da Informação

Por muito tempo, a tecnologia da informação foi considerada um mero item de suporte à organização, um "centro de custo" que a princípio não gerava qualquer retorno para o negócio. Mas as aplicações da TI foram crescendo dentro das organizações - se antes a tecnologia era usada apenas para automatizar tarefas e eliminar o trabalho humano, aos poucos ela começou a enriquecer todos os processos organizacionais, auxiliando na otimização das atividades, eliminando de barreiras de comunicação e assim por diante. E, nesse novo cenário, a TI começou a assumir um papel muito mais importante nas organizações: o de fator de crescimento de lucros e de redução de custos operacionais.

Empresas do ramo de serviços financeiros, como bancos e companhias de seguro, sempre tiveram mais facilidade de reconhecer o papel crítico da TI para seus negócios: nelas, a TI é fundamental para a composição dos serviços e produtos ofertados (cartões magnéticos, home banking, caixas eletrônicos etc.). Com o passar do tempo, empresas de outras áreas começaram a constatar que também precisavam de informações oportunas para agregar valor e qualidade aos produtos e serviços oferecidos, melhorar seus processos decisórios e garantir a sobrevivência num mercado cada vez mais competitivo e turbulento.

A tecnologia da informação, por si só, não é capaz de trazer ganhos para o negócio. Para que ela proporcione resultados efetivos, é preciso que esteja integrada a uma estratégia de negócio - ou seja, os investimentos em TI devem estar diretamente associados a um objetivo organizacional, contribuindo para o seu alcance. Se não houver a preocupação de relacionar-se investimento de TI com objetivos de negócio, incorre-se no grande risco de se implementar tecnologia cara e inútil, capaz de executar o que os técnicos esperam, mas não o que a empresa precisa.

A TI pode ser decisiva para o sucesso de uma organização, contribuindo para que ela seja ágil, flexível e robusta.

No Programa de Excelência em Logística, esse item envolve:

  • infra-estrutura de hardware e software.
  • ferramentas específicas para a gestão logística (WMS, TMS, YMS, etc).
  • segurança e procedimentos de back-up.
  • controles.
  • help desk interno e externo (cliente usuário).
  • benefícios obtidos com a utilização do sistemas.
  • integração das informações.
  • visibilidade como vantagem competitiva para a empresa e seus clientes.

5.8 Visão Estratégica

As mudanças nas formas de produção e nos conceitos relativos à gestão empresarial estão redesenhando totalmente o perfil do profissional e da organização moderna. O planejamento e a visão estratégica passaram a ser um dos princípios básicos de sobrevivência e adaptação aos novos valores gerenciais e cenários da atualidade. Hoje, a tomada de decisão que não levar em conta as possíveis tendências, desafios, oportunidades e ameaças futuras estará fadada ao fracasso.

A atividade de planejamento sempre foi vista como fundamental à administração das empresas. Os primeiros pensadores da administração, como Henry Fayol, já descreviam o processo administrativo como composto de quatro etapas principais: planejamento, comando, coordenação e controle. No entanto, nas concepções clássicas, o planejamento era considerado apenas uma atividade que permitia o controle sobre a alocação de recursos financeiros para o alcance dos objetivos da empresa.

Uma grande mudança nos conceitos do processo de planejamento empresarial acabou ocorrendo, quando, motivadas pela necessidade de enfrentar ambientes externos cada vez mais turbulentos e competitivos, as empresas "importaram" os conceitos estratégicos há longos anos utilizados pelos militares para sua utilização na gestão de empresas.

Desde então, novas reflexões têm surgido sobre o conceito de planejamento que, modernamente, é destacado como uma atividade gerencial imprescindível para a saúde financeira e organizacional das empresas, que não pode ser estruturada simplesmente por regras ou procedimentos quantitativos.

De uma forma bastante simples, a estratégia trata basicamente de duas coisas: decidir para onde você quer que a sua empresa vá e, então, como você quer conduzi-la até lá.

No Programa de Excelência em Logística envolve:

  • formulação da estratégia da empresa.
  • metas de médio e longo prazo.
  • plano diretor de investimentos.
  • análise do mercado e planejamento da demanda.
  • análise do ambiente interno.
  • análise da concorrência.
  • simulação de cenários.
  • modelo SWOT.
  • missão / visão.
  • diretrizes.
  • planos de ação.
  • indicadores macros.
  • orçamento.
  • posicionamento comercial e estratégia de diferenciação dos serviços.
  • alinhamento do portfólio de serviços com as competências da empresa e com as necessidades de seus Clientes.
  • programa de sucessão no comando da empresa em caso de empresa familiar.

5.9 Saúde, Segurança e Meio Ambiente

Proteger a saúde e a segurança no local de trabalho é um dever fundamental de todas as organizações e de seus funcionários. Este objetivo comum é atingido mais facilmente se as organizações estabelecerem critérios de enfoque para a identificação de perigos e para a avaliação e o controle de riscos relativos ao trabalho.

O enfoque mais eficaz é aquele em que a organização atribui à obtenção de padrões elevados de gestão de saúde e segurança no trabalho a mesma importância dada a outros aspectos chave do seu ramo de atividade.

Muitas características de uma gestão eficiente de saúde e segurança no trabalho são idênticas às práticas utilizadas para obter qualidade e excelência empresarial.

A incorporação destes aspectos no sistema de gestão global é fundamental para:

  • minimizar os riscos para funcionários e outros;
  • melhorar o desempenho empresarial;
  • ajudar a estabelecer no mercado a imagem de organização responsável.

Este enfoque da gestão de saúde e segurança no trabalho não é novo. Há décadas que as organizações protegem a saúde e a segurança do trabalhador utilizando técnicas de gestão. O enfoque permite às organizações, sistematicamente:

  • identificar perigos potenciais ou reais no trabalho;
  • estabelecer metas quantificáveis para eliminar ou reduzir os perigos e controlar riscos residuais;
  • implementar programas e procedimentos para atingir os objetivos;
  • medir e verificar o desempenho e a eficácia das medidas adotadas e identificar possibilidades de melhoria contínua

O gerenciamento de risco consiste no planejamento das ações de prevenção de riscos operacionais relacionados à segurança das pessoas, instalações, equipamentos e bens do Cliente em poder da empresa, objetivando reduzir e minimizar o índice de sinistros, garantir a qualidade dos serviços prestados e o cumprimento dos prazos de entrega contratados.

Saúde envolve:

  • programas internos de combate e prevenção a toxicomanias (dependências químicas).
  • campanhas internas de prevenção a doenças profissionais / AIDS.
  • laudos de insalubridade / periculosidade.
  • PCMSO - Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional.
  • PPP - Perfil Profissiográfico Profissional.
  • CIPA / SIPAT / estatísticas de acidente de trabalho.
  • análise de riscos / mapas de vulnerabilidade.
  • médico do Trabalho / enfermaria / primeiros socorros.
  • limpeza das instalações / pessoas.
  • ergonomia.
  • uso de EPIs.
  • controle de pragas.
  • estatísticas e metas para indicadores de saúde do trabalhador.

Segurança abrange:

  • procedimentos internos de acesso e circulação de pessoal.
  • seguros para a cobertura de sinistros.
  • estatísticas de sinistros internas e gerais.
  • segurança patrimonial (postos de vigilância, rondas internas, CFTV, alarmes, controles de acesso, cercas elétricas).
  • rastreamento de veículos.
  • sistemas de comunicação.
  • conformidade com laudo do Corpo de Bombeiros.
  • dispositivos de combate a incêndio (detectores de fumaça, portas corta fogo, sprinklers, rede de hidrantes, extintores, pinturas especiais em estruturas de estocagem e em paredes, etc).
  • planejamento de viagens (rotas / paradas / horários).
  • utilização de escoltas.
  • uso comboios.
  • pesquisa de antecedentes criminais.
  • operações de inteligência e contra-inteligência.
  • planos de contingência.
  • treinamentos em direção defensiva / primeiros socorros / prevenção e combate a incêndios.

Meio Ambiente envolve:

  • PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.
  • programa de reciclagem interna.
  • programa de controle da emissão de poluentes / tratamento de efluentes.
  • adequação às leis ambientais.
  • programas de treinamento e conscientização ambiental / educação ambiental.
  • análise de riscos / mapas de vulnerabilidade.
  • uso de fontes de energia alternativas.
  • racionalização do uso de recursos não renováveis.
  • armazenamento e manuseio de produtos tóxicos.
  • estatísticas e metas de indicadores de segurança no trabalho.

5.10 Inteligência Logística

Conjunto de competências e habilidades em logística que permitem à empresa identificar, dimensionar, implementar e monitorar soluções que produzam um diferencial de competitividade para a própria empresa e para seus Clientes.

Através da inteligência logística conseguimos encontrar alternativas eficientes para cada Cliente, conforme sua disponibilidade de recursos e de acordo com as suas necessidades de mercado.

A inteligência logística permite o desenvolvimento de soluções customizadas para cada empresa, respeitando seu mercado e sua natureza empresarial.

Envolve:

  • infra-estrutura de engenharia logística.
  • qualificação do pessoal.
  • tecnologia de suporte.
  • metodologia de coleta e análise de dados.
  • banco de dados com informações logísticas / biblioteca técnica.
  • estatísticas, indicadores e metas.

5.11 Parcerias Estratégicas

As alianças estratégicas surgem a partir da década de noventa em diferentes tipos de organizações que passaram a ver na cooperação um importante caminho para se alcançar crescimento com maior rapidez, talento e credibilidade. Neste sentido, as empresas começaram a compartilhar informações, tecnologia, compromissos, oportunidades, riscos e objetivos, assim também como o sucesso organizacional em um dado mercado.

A revolução tecnológica tem levado as empresas, as indústrias e o setor de serviços a perceberem a indiscutível afirmação de que buscar parcerias tornou-se indispensável ao sucesso de qualquer negócio, seja ele público ou privado. A concorrência global tem elevado o nível de exigência em termos de qualidade, produtividade e inovação. Todas essas questões evidenciam que não há mais possibilidades de uma organização tornar-se competitiva sem a formação de alianças.

Numa aliança estratégica, as empresas cooperam em nome de suas necessidades mútuas e compartilham dos riscos para alcançar um objetivo comum. Sem uma necessidade mútua as empresas podem ter o mesmo objetivo, mas cada uma pode atingi-lo sozinha. Se elas não compartilharem de riscos significantes, não poderão esperar compromissos mútuos. As empresas somente dividem riscos se necessitam uma da outra para atingir o mesmo objetivo.

As alianças que ocorrem entre universidades, empresas e governo envolvem compromissos mútuos de cooperação e de aprendizado em comum e visam a geração de riquezas também para todos os parceiros, com ganhos revertidos em benefícios sociais e econômicos, redução de custos e investimentos.

Alianças estratégicas e parcerias são fundamentais para as empresas, sejam elas desenvolvidas para suprir áreas que a empresa entende não fazer parte de seu negócio ou como medida de fortalecimento do seu negócio.

Este item trata dos tipos de parcerias e alianças desenvolvidas, motivos e da forma como foi realizada e dos benefícios obtidos:

  • acordos operacionais com empresas similares para ampliação da área territorial de atuação ou para intercâmbio tecnológico.
  • alianças com provedores logísticos especializados para ampliação do escopo de serviços.
  • alianças puramente comerciais.
  • cooperação técnica entre empresas.
  • participação efetiva em sindicatos do setor.
  • grupos de benchmarking.
  • parcerias com Universidades, Faculdades e Consultorias, para ensino e pesquisa.
  • parcerias desenvolvidas com empresas de tecnologia.
  • parcerias com provedores de serviços especializados em logística.

5.12 Gestão da Qualidade Total

O conceito de Qualidade foi primeiramente associado à definição de conformidade às especificações. Posteriormente o conceito evoluiu para a visão de Satisfação do Cliente.

Obviamente a satisfação do cliente não é resultado apenas e tão somente do grau de conformidade com as especificações técnicas, mas também de fatores como prazo e pontualidade de entrega, condições de pagamento, atendimento pré e pós-venda, flexibilidade, etc.

Paralelamente a esta evolução do conceito de Qualidade, surgiu a visão de que o mesmo era fundamental no posicionamento estratégico da empresa perante o Mercado.

Pouco tempo depois se percebeu que o planejamento estratégico da empresa enfatizando a Qualidade não era suficiente para seu sucesso. O conceito de satisfação do cliente foi então estendido para outras entidades envolvidas com as atividades da Empresa.

O termo Qualidade Total representa a busca da satisfação, não só do cliente, mas de todos os acionistas e também da excelência organizacional da empresa.

Este item do programa de excelência trata das ferramentas utilizadas na Gestão da Qualidade, tais como:

  • missão / visão / valores da empresa.
  • prática do cliente interno.
  • PDCA.
  • gerenciamento da rotina.
  • padronização / padrões técnicos de trabalho.
  • relatório de 3 gerações.
  • planos de ação.
  • ISO 9000 / procedimentos / instruções de trabalho.
  • indicadores de desempenho e metas / metodologias de análise, correção e prevenção.
  • auditorias internas.
  • programa 5S.
  • BSC - balance score card.

6. PREPARAÇÃO PARA A CERTIFICAÇÃO

A TigerLog recomenda que sejam seguidos os seguintes procedimentos preparatórios para as auditorias de certificação do Selo Ouro de Excelência em Logística:

  1. Formação de um comitê executivo interno e a nomeação de um líder do projeto.
  2. Efetuado o pagamento da primeira parcela, a TigerLog encaminhará ao líder do projeto uma cópia do questionário que será aplicado à empresa. Sugerimos que o material seja avaliado em detalhes e que sejam convocadas para a reunião inicial as pessoas diretamente envolvidas na fase de auto-avaliação e auditorias.
  3. Realização de reunião na empresa, onde será apresentando o conteúdo do Programa de Excelência em Logística, benefícios, cronograma detalhado, próximos passos, etc.
  4. Comunicação interna para todos os funcionários da empresa.
  5. Apresentação dos auditores aos responsáveis pelos departamentos envolvidos na certificação.

7. CRITÉRIOS, ITENS E PONTUAÇÕES MÁXIMAS.

Cada um dos doze critérios de avaliação terá igual pontuação, também distribuídos igualmente entre as questões.

Nenhum critério será privilegiado dada a importância de todos os itens na excelência da gestão da empresa.

Receberá a certificação de excelência, a empresa que atingir um mínimo de 70% dos pontos possíveis.

8. CRONOGRAMA GERAL

Em geral, o resultado da avaliação é obtido em 5 ou 6 semanas, conforme demonstrado no cronograma geral à seguir:

Etapas
semana 1
semana 2

semana 3

semana 4
semana 5
semana 6
Reunião Inicial            
Preparativos Internos            
Auto-avaliação            
Auditorias TigerLog            
Organização e Consolidação dos Dados            
Fechamento com a Empresa            
Apuração dos Resultados            
Elaboração do Relatório Final            
Reunião Final            

9. CONFIDENCIALIDADE

Os nomes das empresas avaliadas, os comentários e as informações sobre a pontuação obtida durante o processo de avaliação são considerados sigilosos e, portanto, tratados confidencialmente.

As informações estarão disponíveis somente para pessoas diretamente envolvidas no processo de avaliação de cada empresa.

Será celebrado um Contrato de Confidencialidade de Dados entre as partes, garantindo o sigilo das informações.

As informações sobre as estratégias bem-sucedidas das empresas avaliadas somente serão divulgadas mediante autorização, por escrito, das mesmas.

10. CONDIÇÕES DE USO DO SELO OURO DE EXCELÊNCIA EM LOGÍSTICA

Dentro da validade, as empresas certificadas poderão dispor da logomarca do Selo Ouro como melhor lhe convier, podendo utilizá-la em seu web site, formulários, cartazes, caminhões, etc.

A logomarca será fornecida em arquivo de alta resolução, em diferentes extensões.

11. VALIDADE DO SELO OURO

O Selo terá validade de 12 meses a partir da data de certificação.

12. TAXA PARA CANDIDATURA

As taxas foram calculadas a partir do tamanho das empresas, aqui estabelecidas a partir de um critério único e simples, o número de funcionários. Caso a sua empresa, por outras particularidades não concorde com a classificação a seguir e a taxa respectiva, sua solicitação será analisada particularmente.

Valores das Taxas:

Pequenas empresas (até 50 funcionários): R$ 5.000,00
Médias Empresas (de 51 a 250 funcionários): R$ 7.500,00
Médias-Grandes Empresas (de 251 a 500 funcionários): R$ 10.000,00
Grandes Empresas (acima de 500 funcionários): R$ 15.000,00

Os valores acima são parcelados em três vezes, sendo a primeira no ato da concordância da elegibilidade, a segunda parcela em 30 dias e a terceira em 60 dias.

Aos preços acima incidirão PIS, COFINS e INSS. Também não foram consideradas despesas com locomoção, alimentação e estadia, quando necessárias, sendo estas reembolsadas pela empresa, conforme limites pré-estabelecidos.

Maiores informações podem ser obtidas com Marco Antonio Oliveira Neves através do telefone 11-2694-1391, ou pelo e-mail marcoantonio@tigerlog.com.br.

   
As Armadilhas na Relação entre Cliente e Operador Logístico

Cada vez mais as empresas estão contratando operadores logísticos para o gerenciamento e execução das atividades de abastecimento, movimentação e armazenagem, gestão dos estoques, transporte e distribuição, atividades aduaneiras, etc. Essa relação, se bem estruturada, pode trazer benefícios inimagináveis a todos. Aqui relaciono doze pontos de atenção para que conflitos sejam evitados e para que se possa extrair o máximo dessa parceira.
Devem as Transportadoras se transformar em Operadores Logísticos?

Margens apertadas. Competição acirrada. Custos elevados. Clientes exigentes. Pressão por resultados. Infra-estrutura viária precária. Falta de apoio dos órgãos governamentais. Insegurança e impotência frente às quadrilhas especializadas no roubo de cargas.