Características Vitais de uma Torre de Controle em Transportes. Você tem?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

A Torre de Controle na gestão do transporte de cargas deixará de ser um diferencial, e em breve se transformará em uma commodity. Será impulsionada pela tecnologia, que avança a passos largos e que se torna cada vez mais acessível a Embarcadores e a Transportadoras e Operadores Logísticos.

Apenas lembrando, que a Torre de Controle corresponde a uma metodologia de gestão que tem como objetivo primário agilizar o processo de tomada de decisão em transportes, fornecendo informações em tempo real à equipe, de forma rápida, objetiva e precisa, integrando os três níveis de decisão: operacional, tático e estratégico.

Mas quais são as características vitais de uma Torre de Controle em transportes?

A primeira trata da disponibilidade de informação em tempo real, o ponto de partida para a atuação da Torre de Controle.

A segunda reforça a necessidade da tomada de decisão instantânea, ou seja, com um mínimo de defasagem entre a identificação e registro da ocorrência e a adoção de uma medida corretiva ou preventiva.

A terceira refere-se ao uso de scripts para o tratamento das não conformidades. Devem existir roteiros pré-estabelecidos para a tomada de decisão, minimizando, sempre que possível, falhas oriundas de um incorreto julgamento humano.

O quarto aspecto trata justamente da questão de redundância. Através de sistemas de alertas inteligentes, e do envolvimento de mais de uma pessoa, nos blindamos definitivamente da falha humana. Se alguém não fizer o que precisa ser feito, um outro recurso será automaticamente acionado.

O quinto ponto está relacionado ao alcance da Torre de Controle. Ela não pode se limitar apenas à questão operacional, transformando seus profissionais em “bombeiros”. Deve distribuir suas ações entre a esfera operacional, tática e estratégica.

O sexto trata da melhoria contínua. Centenas ou milhares de informações serão coletadas diariamente. Essa base de dados deverá servir a diversos propósitos, e dentre eles, a melhoria contínua. Experiências do dia-a-dia, deverão, obrigatoriamente, alimentar a construção ou a atualização de normas, políticas e diretrizes operacionais.

O último aspecto é a “cereja do bolo” da Torre de Controle, e trata da capacidade de antever-se aos possíveis problemas. Através de algoritmos voltados à construção e análise de cenários, será possível identificar a iminência de uma não conformidade, e a necessidade da tomada de decisão preventiva. Esse estágio obviamente será alcançado posteriormente, com uma maior maturidade da empresa e de seus profissionais.

Portanto, avalie o que você tem e qual o gap existente. Diante desse diagnóstico, direcione seus esforços e seus recursos, para que em 2-3 anos você tenha uma Torre de Controle em sua total essência. Assim, você colherá resultados excepcionais.

Boa sorte! Bom trabalho e muito sucesso!

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